Vivemos em uma época em que somos constantemente convidados a escolher quem queremos ser. As redes sociais ditam tendências, a cultura estabelece padrões, as pessoas ao nosso redor influenciam nossas escolhas e, no meio de tantas vozes, existe uma pergunta que precisa ser respondida antes de qualquer outra:

Quem eu sou?

Para o cristão, essa resposta não começa na aparência, na profissão, no estilo ou na opinião dos outros. Ela começa em Cristo.

Identidade não é aquilo que o mundo diz sobre você

Nossa identidade não deveria ser construída a partir daquilo que as pessoas esperam que sejamos. Ela não está no número de seguidores, no reconhecimento, nas conquistas ou na necessidade de aprovação.

Quando entendemos que nossa identidade está em Cristo, deixamos de viver tentando provar nosso valor.

Somos filhos antes de sermos profissionais.
Somos chamados antes de sermos reconhecidos.
Somos de Cristo antes de pertencermos a qualquer grupo, tendência ou padrão.

Isso muda a maneira como enxergamos a nós mesmos e também muda a maneira como nos posicionamos.

Identidade gera posicionamento

Não existe posicionamento verdadeiro sem identidade.

Aquilo que você acredita inevitavelmente aparece nas suas escolhas. A sua fé influencia a maneira como você trabalha, fala, se veste, se relaciona, consome, cria e se comporta quando ninguém está olhando.

Posicionamento é tornar visível aquilo que já existe dentro de você.

Por isso, ser cristão não deveria ser apenas uma informação sobre quem somos, deveria ser uma realidade percebida através da nossa vida.

Jesus disse:

“Vós sois a luz do mundo.”
Mateus 5:14

Luz não precisa anunciar que é luz. Ela simplesmente ilumina.

Da mesma forma, uma identidade firmada em Cristo começa a produzir frutos que podem ser percebidos no cotidiano.

O cristão não precisa esconder aquilo em que acredita

Existe uma diferença entre buscar aprovação e assumir um posicionamento.

Existe coragem em dizer: “Isso faz parte de quem eu sou.” E isso pode acontecer de muitas formas.

Pode estar em uma conversa.
Em uma decisão profissional.
Na maneira de tratar alguém.
Naquilo que escolhemos consumir.
Naquilo que decidimos não consumir.
Na mensagem que compartilhamos.
E até naquilo que vestimos.

Uma camiseta, por exemplo, é apenas uma peça de roupa, mas quando carregamos uma mensagem sobre aquilo que cremos, ela pode se transformar em uma pequena declaração pública de fé.

Não porque uma roupa seja capaz de transformar alguém, mas porque aquilo que vestimos pode comunicar aquilo que decidimos não esconder.

Seu posicionamento precisa ser coerente com sua identidade

O problema não está em dizer que somos cristãos,  problema está quando nossa comunicação diz uma coisa e nossa vida diz outra.

Identidade cristã não é estética. Não é usar uma camiseta com uma mensagem bíblica, colocar uma frase de fé na bio ou publicar um versículo.

Tudo isso pode comunicar algo, mas o verdadeiro posicionamento acontece quando existe coerência entre aquilo que declaramos e aquilo que vivemos.

Nossa identidade em Cristo deve alcançar todas as áreas da nossa vida, porque não somos cristãos apenas no domingo. Somos chamados a refletir Cristo na segunda-feira, no trabalho, na faculdade, em casa, nas amizades, nas redes sociais e nos lugares onde ninguém espera encontrar uma expressão de fé.

Não tenha medo de ser quem Deus chamou você para ser

O mundo não precisa de mais pessoas tentando se encaixar, precisa de pessoas que saibam quem são, pessoas que conheçam sua identidade, entendam seus valores e tenham coragem para permanecer firmes neles.

A Bíblia nos lembra:

“Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.”
Romanos 12:2

Não se conformar também é uma forma de posicionamento, é escolher não permitir que a cultura defina aquilo que Deus já estabeleceu, é entender que ser diferente nem sempre significa estar errado.

Às vezes, significa simplesmente estar decidido.

Vista aquilo que você acredita. Viva aquilo que você anuncia.

Na N.Batist, acreditamos que estilo pode ser mais do que aparência.

Pode ser expressão.
Pode carregar valores.
Pode comunicar uma mensagem.
Pode abrir conversas.
Pode tornar visível uma fé que já existe dentro de nós.

Mas, acima de tudo, acreditamos que a maior mensagem não está naquilo que vestimos, mas naquilo que vivemos.

Nossa identidade está em Cristo, nosso posicionamento nasce dessa identidade.

Quando essas duas coisas caminham juntas, nossa vida deixa de ser apenas uma declaração sobre quem somos e passa a ser um testemunho daquilo em que acreditamos.

Quem sabe quem é não precisa viver tentando parecer com todo mundo.

E talvez seja justamente esse o nosso chamado: não nos esconder, não nos conformar e não ter vergonha de carregar aquilo que acreditamos.

“Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim!”